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Revolução Iraniana

Manifestações eclodiram em várias cidades diferentes

sexta-feira fev. 17, 1978
Tabriz, Irã

De acordo com os costumes xiitas, serviços memoriais (conhecidos como chehelom) são realizados quarenta dias após a morte de uma pessoa. Encorajados por Khomeini (que declarou que o sangue dos mártires deve regar a "árvore do Islã"), radicais pressionaram as mesquitas e o clero moderado a comemorar as mortes dos estudantes, e usaram a ocasião para gerar protestos. A rede informal de mesquitas e bazares, que por anos fora usada para realizar eventos religiosos, consolidou-se cada vez mais como uma organização de protesto coordenada. Em 18 de fevereiro, quarenta dias após os confrontos de Qom, manifestações eclodiram em várias cidades diferentes. A maior foi em Tabriz, que descambou para um motim em grande escala. Símbolos "ocidentais" e governamentais, como cinemas, bares, bancos estatais e delegacias de polícia, foram incendiados. Unidades do Exército Imperial Iraniano foram enviadas para a cidade para restaurar a ordem, e o número de mortos, segundo o governo, foi de seis, enquanto Khomeini afirmou que centenas foram "martirizados".

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