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Genocídio de Ruanda

Um Comitê de Crise

quarta-feira abr. 6, 1994
Ruanda

Após a morte de Habyarimana, na noite de 6 de abril, um comitê de crise foi formado; ele consistia no Major-General Augustin Ndindiliyimana, no Coronel Théoneste Bagosora e em vários outros oficiais superiores do exército. O comitê era chefiado por Bagosora, apesar da presença do mais graduado Ndindiliyimana. A primeira-ministra Agathe Uwilingiyimana era legalmente a próxima na linha de sucessão política, mas o comitê recusou-se a reconhecer sua autoridade. Roméo Dallaire reuniu-se com o comitê naquela noite e insistiu que Uwilingiyimana fosse colocada no comando, mas Bagosora recusou, dizendo que Uwilingiyimana não "gozava da confiança do povo ruandês" e era "incapaz de governar a nação". O comitê também justificou sua existência como essencial para evitar a incerteza após a morte do presidente. Bagosora tentou convencer a UNAMIR e a FPR de que o comitê estava agindo para conter a Guarda Presidencial, que ele descreveu como "fora de controle", e que cumpriria o acordo de Arusha.

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